Aspectos Psicopatológicos da Dependência da Internet

Resumo: A internet pode ser considerada indispensável no cotidiano das pessoas de diversas faixas etárias, principalmente jovens e adolescentes. Sua acessibilidade e seu uso aumentam a cada dia, pois está disponível em qualquer smartphone, tablet ou computador. Baseado nisto, este estudo aborda as características psicológicas e os principais sintomas apresentados pelo indivíduo dependente da internet. A forma de diagnóstico e o tratamento que tem demonstrado resultado também são relatados. Muitas vezes este transtorno é subestimado pelo fato das pessoas acharem que mantém sob controle as horas que passam on-line, o que não é verdade, pois elas é que são controladas pelo mundo virtual.
 

  1. Introdução

A internet surgiu nos anos 90, em contexto de Guerra Fria com objetivos militares de melhorar a comunicação em caso de possíveis ataques inimigos. No ano de 1990, alcançou a população civil. No Brasil, a internet, inicialmente, era restrita apenas para professores, estudantes e funcionários de universidades e instituições de pesquisas. Somente no ao de 1995, os brasileiros, fora de instituições acadêmicas obtiveram o acesso a esse meio comunicativo (KLEINA, 2011).
Esse meio de comunicação, a cada instante, passa por inúmeros avanços desenvolvimentistas e tecnológicos, visando melhor acesso para os usuários. No ano de 1996, foi criado o Google, importante ferramenta de pesquisas, imagens, notícias, livros, mapas, traduções. Em 2003, foi criada a banda larga, que proporciona melhor acesso à internet. Esses eventos históricos foram acompanhados do desenvolvimento de meios de comunicação e de redes sociais virtuais, como o e-mail, o MSN messengero Orkut, o Facebook, o Twitter, o Skype, entre outros. Aliados aos avanços da internet, também ocorreu um enorme salto nos aparelhos eletrônicos como computadores, celulares, smartphones, tablets e ipad, pelos quais são possíveis os acessos às redes sem fio de internet em qualquer lugar (NAGATA et al.,2014).
Não há dúvida de que a evolução mediada pela tecnologia da internet facilitou a busca por diversas informações e a comunicação entre as pessoas. É possível obter dados de temas políticos, econômicos, culturais, sociais, acadêmicos, científicos de qualquer parte do mundo. Pessoas que convivem em cidades, regiões ou países diferentes podem manter contato por mensagens e, até mesmo, por imagens em tempo real, comprovando a integração rápida e eficaz desse meio de comunicação. Além disso, a grandiosidade de sites, principalmente os de compras (roupas, acessórios, passagens aéreas, aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos, entre outros itens) permite a comodidade das pessoas de adquirirem produtos apenas com poucos cliques. Esses fatos são surpreendentes, pois a internet é usada pela população civil apenas há 20 anos, ou seja, é um curto período para muitos avanços e desenvolvimentos tecnológicos (HAHL et al. 2013).
Apesar dos inúmeros benefícios da internet, as consequências negativas do seu uso excessivo estão adquirindo destaque em âmbito mundial. Em alguns países como China, Coreia do Sul e Japão, o excesso do uso de internet, causando dependência, já se tornou uma questão de saúde pública.   Já o Brasil, segundo a Pesquisa Ibope, é o terceiro país em ranking mundial de usuários de internet e o primeiro se considerarmos o tempo de acesso à rede (DIAS e RABELO, 2014; AZEVEDO et al., 2014). Isso tem estimulado muitos profissionais como médicos psiquiatras, neurologistas, psicólogos e psicanalistas a realizarem estudos sobre a dependência da internet. Para especialistas neste assunto, o uso excessivo desse meio de comunicação recebe nomes diferentes: Transtorno de Dependência da Internet (GOLDBERG, 1996); Uso Patológico da Internet (YOUNG, 1998); Uso Problemático da Internet (SHAPIRA et  al., 2003).
Este artigo de revisão bibliográfica tem como objetivo discutir os aspectos psicológicos, as comorbidades, os sintomas, os possíveis diagnósticos, e os tratamentos relacionados ao uso excessivo e à consequente dependência causada por esse excesso.
O assunto “Dependência da Internet” foi escolhido como alvo deste artigo, pois é um tema bastante atual e preocupante na população mundial. Pessoas, cada vez mais, buscam aparelhos eletrônicos que as mantém conectadas à rede a todo instante, em tempo real. Esse comportamento pode contribuir para o surgimento inúmeros malefícios, como a dificuldade de relações interpessoais, o desligamento do mundo real, incapacidade de dosagem de tempo online, redução do número de horas de sono, distúrbios alimentares, dentre outros.

  1. Desenvolvimento

2.1 Conceito
A dependência da internet é uma nova psicopatologia, considerada uma dependência não química, na qual o indivíduo apresenta dificuldade de controle do tempo de uso da internet, não conseguindo, portanto, desvincular da rede (PEREIRA, 2014; PEREIRA e PICCOLOTO, 2014).
2.2 Epidemiologia
De acordo com um estudo feito pela Universidade de Hong Kong, aproximadamente 39% da população mundial possui acesso à internet e cerca de 6% é viciado em internet. Estudos apontam 0,6% de indivíduos viciados em internet na China, 1,8% na Suécia e 4,6% na Alemanha. Esta divergência é possível devido à diferença de faixa etária os quais foram investigados (LEMOS; ABREU; SOUGEY, 2014).
Nos EUA, especialistas afirmam que 6% a 10% dos cerca de 189 milhões de internautas são compulsivos, sendo os jovens, com nível cultural médio, tempo livre, moradores de grandes cidades e com certos conhecimentos de informática os mais acometidos (BALLONE; MOURA, 2008).
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2013, mais de 50% da população brasileira já está conectada à internet. Além disso, de acordo com uma reportagem da revista Istoé, estima-se que 10% dos brasileiros são viciados digitais. Ainda segundo pesquisar do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de oito milhões de brasileiros são dependentes de internet (OLIVEIRA, 2014).
2.3 Características Psicológicas
Para Fortim (2013), a internet aparece como um espaço transicional, onde há um aspecto ilusório que não sai do computador e, ao mesmo tempo um aspecto real, que favorece emoções e sentimentos verdadeiros, sendo que para o usuário, isto não é proporcionado na vida real. Estes viciados relatam sofrer por terem este problema e buscam orientação pela incapacidade de deixar o uso pela cobrança dos familiares devido à ausência deles no convívio social.
O acesso à internet por pessoas compulsivas, muitas vezes, é uma forma de evasão da realidade, ou seja, uma forma de obtenção de prazer, distração e alívio de problemas. Elas têm a sensação de estabilidade e controle sobre os relacionamentos virtuais e temem não serem aceitas caso se exponham de verdade. Normalmente, os usuários acreditam manter sob controle a interação virtual, porém na vida offline, não têm o mesmo poder. No entanto, a grande problemática está justamente, no fato dos dependentes terem a vida restrita à internet e, ao contrário do que imaginam, são controlados pela mesma (FORTIM, 2013).
Os autores Ballone; Moura (2008 apud Lameiro, 1998 – Sanchez, 2000) destacam que a internet possibilita a exibição de uma personalidade diferente da habitual da experiência cotidiana das pessoas, além de permitir que elas “exercitem traços ocultos ou reprimidos de suas personalidades”.
Outra característica a ser avaliada, e não diferente da anterior, é a utilização da internet por pessoas tímidas como uma forma de libertação, pois ali elas podem assumir outra personalidade sem julgamentos. Às vezes, atitudes e pensamentos agressivos, sexualizados e escondidos são expressos em frente à tela do computador, mas não são demonstrados na convivência diária com as pessoas (FORTIM, 2013).
2.4 Sintomas
A adicção à Internet, segundo Ballone; Moura (2008) refere-se à dificuldade de controlar seu uso, bem como controlar os impulsos, ocasionando sinais claros deste tipo de transtorno.
Lemos; Abreu; Sougey (2014 apud YOUNG 1998) destaca os sintomas apresentados por dependentes de internet, tais como: busca aumentar o tempo e a frequência de uso da internet; frustração por não conseguir controlar o tempo on-line; cansaço, irritabilidade e instabilidade quando diminui ou cessa o uso da Internet; planeja seu uso por certo tempo e sempre prolonga este período e utiliza este meio como forma de fuga dos problemas cotidianos. Além destes, ocorre o comprometimento das relações pessoais pelo uso excessivo da internet, afirma Ballone; Moura (2008); Lemos (2014).
Os usuários compulsivos expressam sentimentos controversos antes, durante e após o uso da internet. Alívio, irritação, mau humor e tensão aparecem quando o indivíduo tenta manter-se offline. Durante o uso, estudos apontam a ansiedade, medo e prazer como os sintomas mais comuns. Sentimentos de culpa e vergonha por afastar-se de amigos e familiares; por deixar de cumprir seus compromissos e/ou por não conseguir se controlar são fatores observados após o uso da internet (FORTIM, 2013).
As mudanças comportamentais e emocionais que podem ser encontradas neste tipo de vício, segundo Lemos; Abreu; Sougey (2014) são: pensar que algo ruim vai acontecer se não estiver conectado; achar que ficou menos tempo online do que realmente ficou; preocupação com o momento em que estará conectado novamente e recusar o fato de ser um viciado em internet.
2.5 Comorbidades
Lemos; Abreu; Sougey (2014) relatam a existência de transtorno de ansiedade social (TAS), transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) associados ao vício de internet. Os distúrbios de ansiedade são caracterizados pelo medo persistente de contatos sociais ou aparições em público, vivenciado principalmente, por pessoas tímidas ou com fobia social, os quais podem levar a um intenso estresse, somatizações, depressão e esgotamento emocional como resposta. Diante disso, as pessoas evitam esta realidade e recorrem à internet, onde isso não acontece.
O internauta com transtornos sociais experimenta sensações mais estressantes e ansiosas nos relacionamentos interpessoais reais se comparados aos relacionamentos pela internet, os quais lhe permitem ações mais eficientes e seguras. Muitas vezes a fobia social, o medo do contato direto com o outro e os padrões socioculturais diminuem na relação virtual garantindo interações mais satisfatórias (BALLONE; MOURA, 2008).
2.6 Diagnóstico
No uso compulsivo da Internet, é importante considerar se a adicção é um problema em si, isoladamente, ou se há fatores predisponentes de personalidade que justificariam a aquisição e a manutenção desta conduta. Existe outra questão a ser considerada: saber se a Internet deixou de ser fonte de lazer ou informação e se tornou vício. Para isso, sugere-se observar as mudanças que o uso da Internet provocou na vida da pessoa e porque a pessoa fica tantas horas on-line, em busca do quê e com que propósito (BALLONE; MOURA, 2008).
Os critérios estabelecidos para o diagnóstico de adictos à internet, os quais foram baseados nos mesmos critérios para diagnosticar dependentes químicos, são apresentados por Ballone; Moura (2008 apud Golberg 1995). A partir disso, passa a se chamar Transtorno de Adicção à Internet. Este transtorno, ainda precisa ser estudado para ser reconhecido nas classificações oficiais – CID-10 e DSM-IV, pois provoca muitas alterações no cotidiano das pessoas. Apenas o Jogo Patológico, dentro das dependências sem substância, é uma doença reconhecida. É importante lembrar que a compulsão por internet se desenvolve principalmente, naqueles indivíduos mais isolados e acima de tudo, indivíduos que não desejam o convívio físico, pois a internet supre e compensa a socialização.
Os critérios propostos por Young (1996) para o diagnóstico desta patologia baseiam-se num modelo adaptado para o diagnóstico de Jogo Patológico. As perguntas estão disponíveis abaixo (quadro 1), sendo que se a pessoa tiver 5 ou mais respostas positivas, dentre as 8, é considerada dependente (DIAS; RABELO, 2014).
Quadro 1. Questionário de Diagnóstico

1. Você se sente preocupado com a Internet (pensa na atividade anterior on-line ou em antecipar a próxima sessão on-line)?
2. Você sente a necessidade de usar a Internet com quantidades crescentes de tempo, a fim de alcançar a satisfação?
3. Você já fez repetidamente esforços infrutíferos para controlar, reduzir ou parar o uso da Internet?
4. Você se sente inquieto, mal-humorado, deprimido ou irritado quando tenta diminuir ou parar o uso da Internet?
5. Você fica on-line mais do que inicialmente previsto?
6. Você já comprometeu ou arriscou a perda de relação significativa, trabalho, educação ou oportunidade de carreira por causa da Internet?
7. Você já mentiu para membros da família, terapeuta ou outros para esconder a extensão do envolvimento com a Internet?
8. Você usa a Internet como uma forma de escapar de problemas ou de aliviar um humor disfórico (por exemplo, sentimentos de impotência, culpa, ansiedade, depressão)?

2.7 Tratamento
O uso da internet é imprescindível na vida das pessoas, seja para atividades acadêmicas, no trabalho, informação e lazer, porém se o limite do aceitável for ultrapassado e chegar ao patológico, deve-se buscar ajuda. O tratamento visa auxiliar a pessoa a retomar o controle sobre sua vida, de suas escolhas e tempo, e não proibir o acesso à internet. Além disso, o objetivo do tratamento é identificar e fazer com que a pessoa supere aquilo que a levou a desenvolver a dependência. Contudo, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é indicada nesse tipo de tratamento, pois é a primeira escolha para os casos de distúrbios de controle por impulso. Este modelo necessita da colaboração simultânea entre paciente-terapeuta para que emoções, pensamentos e ações não interfiram no processo (LEMOS, 2014 apud HODGINS 2008; MATUSIEWICZ, 2010).
Segundo Lemos (2014), alguns autores sugerem estratégias para o vício na internet, como por exemplo: usar moderadamente; a auto-observação para não utilizar a internet como escape ou compensação; administrar o tempo; desenvolver atividades off-line e prevenir recaídas. Outras técnicas são sugeridas por Young, 2009: descobrir os padrões de utilização da internet e quebrá-los sugerindo uma nova forma que faça o usuário parar de usá-la; abster-se de um aplicativo específico; usar lembrete; juntar-se a um grupo de apoio e articular uma terapia familiar.
A TCC consiste em três fases, sendo a primeira para educar o paciente sobre os mecanismos e os efeitos da internet. Na segunda fase, realiza uma investigação dos fatores desencadeantes da compulsão; análise do comportamento do paciente; definição de atividades alternativas; monitoramento do tempo de uso e incentivar convívio social. Por último, a fase de prevenção de recaída incentivando o uso moderado da internet. Outro método de tratamento é a eletroacupuntura, na qual associada à TCC demonstrou resultados satisfatórios. A eletroacupuntura está “relacionada com o aumento da velocidade de discriminação cerebral e aumento na mobilização de recursos durante o processamento da informação no cérebro” (LEMOS, 2014).
A compulsão por internet, por ser considerada uma nova manifestação psicopatológica, necessita de opções de tratamento baseadas em evidências. Lembrando que o intuito é sempre voltado para a adaptação, psicoeducação e mudança de hábitos sociais do paciente, e não a abstinência.

  1. Conclusão

Como a dependência da internet é um assunto recente nos âmbitos psicológico e médico, há poucos números de estudos científicos que corroboram seu diagnóstico preciso, sua forma de manifestação, suas características psicológicas e seu tratamento. Para elaboração deste artigo, foi possível buscar dados e analisar artigos nos quais foram feitas pesquisas, principalmente, em ambientes universitários para ver o quanto os estudantes são viciados no mundo digital. Esses estudos conseguiram comprovar que esse distúrbio afeta, majoritariamente, adolescentes que estão em uma fase de descoberta de personalidade, busca de identificação e de ser identificado em uma sociedade. O fato de ser comprovado um maior vício à rede com jovens, não descarta a possibilidade de que essa psicopatologia também afete adultos e idosos, pois como o acesso desse meio de interação e de comunicação é livre e tem alcançado um elevado número de usuários, percebe-se que as pessoas ficam, cada vez mais, dependentes, “escravizadas” por uma ferramenta tecnológica. Além disso, a facilidade de se adquirir aparelhos que permitem o acesso à rede, fazem com que as pessoas não deixem de ficar online.
Apesar de a internet ser fonte informativa de assuntos políticos, financeiros, culturais, entre outros, percebe-se que o maior tempo destinado ao seu uso é dedicado às redes sociais e aplicativos, como Facebook, Twitter, Tinder, Whatsapp, Isso pode ser justificado pelo fato de as pessoas que utilizam compulsivamente a internet não terem controle do uso e, por isso, não conseguem ficar desconectadas no universo virtual.
Além do mais, como dito por Fortim (2013), pessoas viciadas e compulsivas pela internet ficam mais tempo conectadas por considerarem esse tempo dedicado à rede ser uma busca de evasão da realidade e também uma forma de encontrar prazer, satisfação, distração e alívio de problemas. Há também outras características psicológicas apresentadas por essas pessoas que corroboram a utilização excessiva da internet; neste meio de comunicação, elas encontram uma forma diferente de expressarem sua personalidade e também consideram “aceitas” no mundo digital, uma vez que, na vida real, se dizem “excluídas” da sociedade.
Porém, nesse ponto, há um questionamento: essas pessoas mesmo não se excluem da vida real? Provavelmente essa é resposta é sim, pois por ficar muito tempo online, esses próprios viciados à rede acabam se excluindo do mundo real pela dificuldade que encontram de interagir nos ambientes sociais, profissionais e, até mesmo, familiares.
Nesse contexto de “universo virtual”, não restam dúvidas de que há benefícios  proporcionados pelos avanços tecnológicos, porém é discutível o quanto estes avanços foram benéficos para a sociedade. Pessoas que desenvolveram a dependência pela internet, muito provavelmente não vêem que esse uso excessivo da rede é prejudicial não só no convívio social, mas também para o funcionamento fisiológico do seu organismo.
Os viciados à rede, apesar de não perceberem, apresentam problemas no ciclo sono-vigília e na alimentação. Isso pode dificultar o aprendizado e a memória e também pode fazer com que essas pessoas desenvolvam outros distúrbios como excesso de peso e obesidade, por conseguirem se alimentar apenas estando online ou até mesmo ter um emagrecimento excessivo por ficar muito tempo conectados e não se alimentarem.
Além disso, em pessoas que utilizam a compulsivamente a internet podem-se desenvolver distúrbios como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno de Ansiedade Social (TAS) e Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) que são prejudiciais para o convívio social e para saúde mental destas pessoas. (LEMOS; ABREU; SOUGEY, 2014). Diante disso, percebe-se que em viciados compulsivamente pela internet, o tratamento que possivelmente trará benefícios para o paciente são os de terapia-comportamental com acompanhamento de psicólogos ou psicanalistas e, dependendo da gravidade do caso, aliar à isso um tratamento psiquiátrico.
Sobre os Autores:
Carina Rabelo Dias Teixeira – Alunas do 3º período do Curso de Medicina. Faculdade de Minas de Belo Horizonte.
Mariana Gama Ker – Alunas do 3º período do Curso de Medicina. Faculdade de Minas de Belo Horizonte.
Evaristo Nunes de Magalhães – Doutor em Ciências da Saúde pela UFMG. Professor de Psicologia Médica do Curso de Medicina da Faculdade de Minas-BH.
Referências:
BALLONE, GJ; MOURA, EC. Compulsão à Internet, Mito ou Realidade, in. PsiqWeb, Internet, disponível em <http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/Ler Noticia&idNoticia=104>. Acesso em 13 mai.2015
DIAS, Mateus; RABELO, Ernane.  Comunicação na rede: vícios, transtornos, dependências e compulsões. Universidade Federal de Viçosa, MG, 2014.
FORTIM, Ivelise; ARAUJO, Ceres Alves de. Aspectos psicológicos do uso patológico de internet. Boletim – Academia Paulista de Psicologia, São Paulo, vol.33, no.2, dez. 2013. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.p hp?pid=S1415-711X2013000200007&script=sci_arttext. Acesso em: 13 mai.2015
LEMOS, Igor Lins;  ABREU, Cristiano Nabuco de; SOUGEY, Everton Botelho. Dependência de Internet e de Jogos Eletrônicos: um enfoque cognitivo-comportamental. Rev. psiquiatr. clín., São Paulo, v.41, n.3, 2014. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-6083201400030 0082&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 18 mai.2015
KLEINA, Nilton. História da Internet: pré década de 60 até anos 80 (infográfico). Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/infografico/9847-a-historia-da-internet-pre-decada-de-60-ate-anos-80-infografico-.htm. Acesso em: 16 mai. 2015
AKKARI, Miguel; YOUNG, Kimberley; Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Vítimas da Dependência digital. Istoé Medicina e Bem-Estar, ed. 2289,26 set. 2013. Disponível em: http://www.istoe.com.br/reportagens/326665_VITIMAS+DA+DEPENDENCIA+DIGITAL. Acesso em: 16 mai. 2015
PEREIRA, Flávio. Dependência da Internet. Disponível em: http://www.psicologia10.com.br/artigos/dependencia-da-internet/. Acesso em: 16 mai. 2015
HAHL, Bruno Rogrigues et alA influência das redes sociais nas relações interpessoais. Disponível em: http://www.colegiomaededeus.com.br/revistacmd/revistacmd_v42013/artigos/a2_redes_sociais_cmdset2013.pdf. Acesso em: 16 mai.2015
PEREIRA, Rossana Andriola et al.A relação entre dependência de internet e habilidades sociais em universidades. Disponível em: https://psicologia.faccat.br/moodle/pluginfile.php/197/course/section/99/rossana.pdf. Acesso em: 17 mai. 2015
AZEVEDO, Jefferson Cabral et al. Ciberdependência: o papel das emoções na dependência de tecnologias digitais. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/6173. Acesso em: 17 mai. 2015
NAGATA, Eric Takeo et al. Estudo da dependência tecnológica de jovens universitários. Disponível em: http://sistemas.ib.unicamp.br/be310/index.php/be310/article/view/411. Acesso em: 17 mai. 2015.
 

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