Terapia On Line
Ligue para Nós: 11 4783 1775

Olho Gordo

Mesmo quem não acredita no poder do "olho gordo", sabe do que se trata: é o
nome que se dá às supostas energias negativas transmitidas por alguém à
outra pessoa, por raiva, inveja, despeito e outros sentimentos do tipo. A
vítima poderia sofrer seus efeitos em diferentes níveis: de riscar
acidentalmente o carro novo a ficar doente. Outros sinais seriam sentir
desânimo, cansaço, baixo astral e uma sensação de que, por mais que se
batalhe, nada dá certo. Para afastar os efeitos do "olho gordo", muita
gente busca proteção com rezas, amuletos, simpatias.

Mas, afinal, "olho gordo" existe? E, se existe, pega? Para Etienne Higuet,
professor do programa de pós-graduação em Ciências da Religião da Umesp
(Universidade Metodista de São Paulo), primeiro é preciso entender o
conceito de superstição: crenças e práticas que não são consideradas
válidas pelas instituições religiosas oficiais –que no Brasil são,
sobretudo, cristãs– e tidas ainda como vãs e irracionais pela ciência.

"Acreditar que o olhar de certas pessoas têm um poder mágico vem de um
fundo religioso muito antigo e arraigado nas culturas ameríndias,
afro-americanas e europeias, especialmente latinas e camponesas, que o
cristianismo institucional nunca conseguiu abafar completamente", afirma.
Etienne explica que essa ideia subsiste no inconsciente coletivo e, no
Brasil, ganha força com a herança das culturas indígenas e africanas, a
intensa adesão local ao espiritismo e o sincretismo entre todas as
tendências religiosas.

Para o especialista da Umesp, o "olho gordo" corresponde à imensa vontade
humana de poder controlar o destino. Só que esse desejo encontra múltiplos
obstáculos, de modo que qualquer fracasso pode ser facilmente atribuído a
pessoas mal intencionadas ou detentoras de forças que elas mesmas não
conseguem controlar. "Pode ser um meio de não assumir a responsabilidade
por certos fracassos ou acontecimentos, atribuindo o ocorrido a outras
pessoas ou a forças irracionais incontroláveis", diz.

Na opinião do psicanalista Leonard F. Verea, especialista em Medicina
Psicossomática e Hipnose Clínica, as chamadas energias negativas acabam
atingindo quem crê na sua força e no seu poder. "Essas pessoas, em geral,
não têm boa autoestima nem valorizam o suficiente as próprias qualidades. A
insegurança às torna suscetíveis às opiniões alheias", conta. Para ele, uma
forma de se preservar do "olho gordo" seria se transformar no próprio
amuleto, fortalecendo o pensamento positivo e a autoimagem.

A intenção de quem supostamente emite energias negativas pode ser
consciente ou não. Marta Leopoldo dá o exemplo de quando batemos o dedo
numa porta e a chutamos, com raiva. "Essa atitude nada mais é do que dar o
troco. É como se quiséssemos que a porta sentisse a nossa dor", diz. A
pessoa que emana o "olho gordo" está sofrendo e incomodada, mas nem sempre
se dá conta das razões. Ao "secar" alguém e presenciar o outro se dando
mal, de algum jeito, ela se sente acolhida e aliviada, pois repartiu sua
amargura.

Para a psicóloga Marta Rita Leopoldo, especialista em terapia junguiana e
pós-graduada em neuropsicologia, nossa mente é extremamente complexa e
pode, inclusive, nos boicotar. "Às vezes, por questões inconscientes,
achamos que não merecemos determinadas coisas, que vão de bens materiais a
relacionamentos amorosos. Abrimos espaço na vida para que as coisas deem
errado", declara.

Ela comenta a já citada situação de ralar sem querer o automóvel novinho no
portão da garagem. Para ela, no fundo, a pessoa não se sente merecedora de
tê-lo. Ao estragá-lo, se sente mais confortável. Ainda segundo Marta
Leopoldo, o medo é um fator que atrai as "más vibrações". Vale o mesmo
exemplo do carro: o motorista tem tanto receio de lesar o bem que acaba
justamente fazendo o que mais teme. "E aí, ao considerar esse acontecimento
um sinal de ‘olho gordo’, se sente mais aliviado. 'Pelo menos já
aconteceu', é o que pensa no íntimo", fala a psicóloga. O que isso
significa? Que talvez o “olho gordo” possa ser produzido por nós mesmos.

Dificilmente a ciência consegue explicar todos os fenômenos –em especial
aqueles que supostamente acontecem na mente humana– e deixa uma importante
margem para as crenças. Uma premissa da física quântica, no entanto,
defende que não só o “olho gordo” existe como pode ser visto em laboratório.

"Para a física quântica, a matéria não é o mais importante. O que importa
são os movimentos das energias, questões que vão além daquilo que ocorre no
cérebro", afirma a cientista a psicoterapeuta Claudia Riecken, ativista
quântica e seguidora do indiano Amit Goswami (uma das estrelas do
documentário "Quem Somos Nós?", de 2004), referência mundial em estudos que
buscam conciliar ciência e consciência.

Segundo Claudia Riecken, toda intenção gera uma frequência de ondas que
altera o campo magnético das pessoas –daquelas que emanam e de quem recebe.
"E isso é percebido em exames feitos por neurocientistas, através de
mudanças nos fótons [partículas de luz] detectadas no cérebro", conta ela,
declarando que não existem fronteiras que atrapalhem os resultados. Assim,
o “olho gordo” poderia atingir até quem está no Japão.

Para a cientista, é possível barrar os pensamentos negativos ao trabalhar o
próprio campo magnético de energia –através da compaixão, da autoestima, do
perdão. "A inveja do outro fisga a sua. O ‘olho gordo’ só pega em quem
também o traz dentro de si e quer competir, brigar, disputar", declara. De
acordo com Claudia, atacar de volta nunca é o melhor estilo de se defender.

Uma conclusão é comum entre os especialistas: se existe "olho gordo" ou
não, o melhor é não prestar atenção ao redor, mas em si mesmo. Para Etienne
Higuet, docente de Ciências da Religião, as pessoas têm razão em acreditar
na presença maciça do mal no mundo, especialmente no mal que as pessoas
desejam para as outras. "A influência de mentes perversas nunca deve ser
superestimada", diz.

Fonte: UOL Comportamento<http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/11/08/olho-gordo-pode-ser-autossabotagem-conheca-as-explicacoes-para-o-fenomeno.htm>

 

 

Deixe uma resposta

0
Connecting
Please wait...
Send a message

Sorry, we aren't online at the moment. Leave a message.

Your name
* Email
* Describe your issue
Login now

Need more help? Save time by starting your support request online.

Your name
* Email
* Describe your issue
We're online!
Feedback

Help us help you better! Feel free to leave us any additional feedback.

How do you rate our support?